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As dicas abaixo foram retiradas de um artigo publicado na edição de dezembro de 1983/janeiro de1984 da revista Compass Sport. O autor do artigo é John Knight. Há algumas adaptações de minha parte e, apesar de eu não ser uma fera como um Dmeterko da vida, acho que serão de grande valia. Então, vamos ao que interessa.
Antes da partida estude o mapa e a legenda - faça isso durante o maior período de tempo possível. Procure familiarizar-se com o formato geral do terreno. Durante a prova não é produtivo ficar tentando identificar o que é subida ou descida, o que é uma cerca ou um muro. Observe a escala do mapa e procure ficar com alguma idéia a respeito de avaliação de distâncias.
Não encare a competição como uma corrida - Orientação não é simplesmente uma corrida, é uma prova de avaliação de tempo: é voce contra suas próprias fraquezas. Conheça suas próprias deficiências e procurar minimizá-las durante o percurso. Por exemplo: se você se desgasta muito correndo em subidas, evite-as ou diminua seu ritmo quando tiver que encará-las. Aproveite ao máximo suas qualidades de corredor e orientador para planejar sua corrida.
Evite correr na sua velocidade máxima - O ideal é que você termine uma prova de orientação com a sensação de que poderia ter corrido um pouco mais. Evite a exaustão. O cansaço dificulta o raciocínio. Imagine você zerando um percurso e, faltando alguns pontos para o final, cometer algum erro por causa do cansaço.
Tente não parar - Tome um fôlego se precisar, mas procure manter a progressão mesmo num ritmo lento, ainda que caminhando lentamente. A diferença entre o primeiro e o décimo colocados geralmente se deve à quantidade de tempo em movimento e não somente à velocidade. Pare 30 segundos aqui, mais 15 segundos ali adiante, outros 20 segundos acolá e veja quanto tempo poderia ter ganho no final do percurso.
Não corra seguindo seu instinto - Mantenha o mapa orientado sempre, mesmo numa trilha. Em matas sempre se oriente com a bússola, não importa quão difícil seja. É incrivelmente fácil seguir um caminho em vez de outro sem que se perceba e só se dar conta que está na trilha errada mais adiante.
Não corra sem contar passos duplos, por menos necessário que isso possa parecer - Então você acha que pode ver o ponto de ataque? Ótimo, mas conte seus passos assim mesmo. Existe a possibilidade de um acidente do terreno parecido estar 50 metros antes ou depois daquele que você escolheu como seu ponto de ataque. E 50 metros faz bastante diferença neste caso. Se você medir as distâncias que percorre e mantiver o mapa orientado, você sempre saberá onde está.
Não parta para o próximo ponto de controle pensando em planejar a sua rota até lá depois. - Afaste-se um pouco do controle em que está para, então, planejar. Escolha um ponto de ataque específico e planeje sua rota até ele. Você deverá saber o que estará fazendo, para não se defrontar com algum obstáculo do qual seria melhor ter desviado.
Confie no mapa e na bússola. Nunca acredite que você está certo e que o mapa e a bússola estão errados. - Apesar de não ser impossível, é bastante improvável que isto ocorra. Se você "tem certeza" de que está na ravina certa mas não tem um ponto ali, seja humilde o suficiente para considerar que VOCÊ é que pode estar errado. Tente identificar no mapa uma ravina paralela pela qual você pode ter passado "varado". É bastante comum não estarmos no local onde pensamos que estamos.
Procure sempre ler as curvas de nível no mapa e no terreno. - Para os iniciantes, as curvas de nível podem não passar de um emaranhado de linhas que complicam a leitura do mapa, mas elas têm grande importância na escolha da melhor rota e, não raro, mesmo orientadores experientes podem se confundir e encarar subidas ao invés de descidas de uma elevação, devido a uma leitura errada das curvas.
Quer mais dicas? Brevemente, neste mesmo site. Juro pela santa bússola!
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